Foram os peixes a inaugurar a linguagem
Documentário
Entre poéticas, tintas, memórias e sabenças, o documentário poético foram os peixes a inaugurar a linguagem mergulha nas lembranças e resistências das margens do Rio São Francisco para costurar, em imagem e verso, o simbolismo presente no cotidiano dos corpos-territórios do Norte de Minas. A oralidade aqui nasce das bexigas natatórias, revelando que foi com os peixes que tudo começou. A partir do encontro e da confluência com Amélia, nascida à beira do São Francisco, mapeamos qual espaço significativo o Rio ocupa em suas lembranças. Essa multiplicidade e abrangência de linguagens artísticas baseiam-se no pressuposto contracolonial de que a arte afroindígena não se restringe a fronteiras performáticas: todo mundo escreve, canta, dança, pinta. A pluridiversidade de linguagens tem como objetivo despertar as subjetividades e coletividades adormecidas, almejando confluir inclusive entre as artes e rememorar: a arte é resistência. É existência. É luta.
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